... foi a última coisa que disse para meu amigo.
Foi triste, eu não o conhecia direito, mas em quinze minutos, nós nos tornamos amigos de infância. Eu queria poder ter feito alguma coisa, mas ele estava decidido. No tempo em que ficamos conversando, ele me contou toda sua vida. Me disse que sofria muito, que já não aguentava mais, ele estava confuso, me disse que se sentia com um peso sobre sua cabeça, que estava incomodado e precisava acabar com isso.
Eu tentei reanimá-lo, disse que essa era só uma fase, perturbada, mas só uma fase, e que eu o ajudaria a passar por isso e se sair bem, mas ele não me ouviu. Nós estávamos no terraço de um edifício, olhávamos para baixo, como se as pessoas fossem pequeninas e insignificantes, e nós, os reis do mundo.
Ele parou, me olhou, me agradeceu dizendo que aqueles foram os teu melhor dia, me deu um abraço e pulou.
Eu me lembro deste dia como se fosse ontem, sinto a presença dele, e o uso como exemplo do que não fazer quando se está cheio de problemas. O que temos que fazer, e buscar superar, e correr atrás de nossas conquistas.
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